terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

ANO NOVO E TUDO DE NOVO

ANO NOVO E TUDO DE NOVO

Para a ciência, a virada do ano é apenas uma cronologia, o período de 365 dias e 6 horas de translação, quando a Terra completa uma volta ao redor do Sol. A convenção criada pelo homem faz com que acreditemos em novas oportunidade e em renovação das promessas passadas: deixar de fumar, emagrecer 20 kilos, aprender a nadar, adquirir casa própria, conhecer a alma gêmea...
O bom do ano novo é isso mesmo: reciclamos a vida com novos problemas, quedas constantes e alguns momentos de felicidade. E o mundo continua girando em torno de nós seres humanos, que nessa vertigem não percebe que o que realmente importa está dentro de nós mesmos.
Depois de findo janeiro do novo ano percebe-se o quanto as mudanças só acontece se tivermos dentro de nós a esperança de fazer algo diferente.
Drumond resumiu essa necessidade de esperança:

“Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias
a que se deu o nome de ano,
foi um individuo genial, industrializou a esperança,
fazendo-a funcionar no limite da exaustão .
Doze meses dão para qualquer ser humano
se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação
e tudo começa outra vez,
com outro número e outra vontade de acreditar
que daqui pra adiante vai ser diferente.”

Feliz fevereiro, março, abril, maio, junho, julho, agosto, setembro, outubro, novembro, dezembro. Porque janeiro agora só 2012. Sem acreditar na profecia maia.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Diário de uma loira na auto-escola…

5 de Janeiro
Passei no exame de direção!
Posso agora dirigir o meu próprio carro, sem ter que ouvir as recomendações dos instrutores, sempre dizendo : “por aí é sentido proibido”, “vamos sair da contramão!”, “olha a velhinha!” “Freia! Freia!” e outras coisas do gênero. Nem sei como aguentei estes últimos dois anos e meio…

8 de Janeiro
A Autoescola fez uma festa de despedida para mim! Fiquei muito emocionada! Os instrutores nem sequer deram aulas! Um deles disse que ia à missa… Juro que vi outro com lágrimas nos olhos e todos disseram que iam embebedar-se, para comemorar. Achei simpática a despedida, mas penso que a minha carteira não merecia tal exagero. Eles foram muito generosos! Umas gracinhas mesmo!


12 de Janeiro

Comprei meu carro e, infelizmente, tive que deixá-lo na concessionária para substituir o pára-choque traseiro pois, quando tentei sair, engatei marcha a ré ao invés da primeira. Deve ser falta de prática! Também… há uma semana que não dirijo…


14 de Janeiro
Já tenho o carro. Fiquei tão feliz ao sair da concessionária, que resolvi dar um passeio. Parece que muitos outros tiveram a mesma idéia, pois fui seguida por inúmeros automóveis, todos buzinando como num casamento. Para não parecer antipática, entrei na brincadeira e reduzi a velocidade de 10 para 5 km por hora. Os outros gostaram e buzinaram ainda mais. Foi muito legal…

22 de Janeiro
Os meus vizinhos são impecáveis. Colocaram posters avisando em grandes letras “ATENÇÃO ÀS MANOBRAS” e marcaram, com tinta branca fluorescente, um lugar bem espaçoso para eu estacionar e, para minha segurança e conforto , proibiram os filhos de saírem à rua enquanto durassem as manobras. Penso que é tudo para não me perturbarem. Ainda há gente boa neste mundo…

10 de Fevereiro
Os outros motoristas tem hábitos estranhos. Além de acenarem muito, estão sempre gritando. Não escuto nada, por estar com os vidros fechados, mas parece que querem dar informações. Digo isto porque julgo ter percebido, através de leitura labial, um deles dizendo: “Vai para casa”... Não sei como ele adivinhou para onde eu ia! Acho isso espantoso. De qualquer modo, quando eu descobrir onde fica o botão que desce os vidros, vou tirar muitas dúvidas...


19 de Fevereiro

A Cidade é muito mal iluminada. Fiz hoje meu primeiro passeio noturno e tive de andar sempre com o farol alto aceso, para ver direito. Todos os motoristas com quem cruzei pareciam concordar comigo, pois também ligaram o farol alto e alguns chegaram mesmo a acender outros faróis que tinham. Só não entendi a razão das buzinadas. Talvez para espantar algum bicho. Sei lá.


26 de Fevereiro

Hoje me envolveram num acidente. Entrei numa rotatória e como tinha muito carro (não quero exagerar mas deviam ser, no mínimo, uns quatro) não consegui sair. Fui dando voltas bem juntinho ao centro, à espera de uma oportunidade, de tal forma que acabei por ficar tonta e bati no monumento no centro da rotatória. Acho que deviam limitar a circulação nas rotatórias a um carro de cada vez.


3 de Março

Estou em maré de azar. Fui buscar o carro na oficina e, logo na saída, troquei os pés, acelerando fundo em vez de frear. Bati num carro que ia passando, amassando todo o lado direito. O motorista , por coincidência, era o inspetor que me aprovou no exame de direção. Um bom homem, sem dúvida. Insisti em dizer que a culpa era minha, mas ele educadamente, não parava de repetir para si mesmo: “É tudo minha culpa! É tudo minha culpa! Que Deus me perdoe!”

(desconheço a autoria)

PRIMEIRA HABILITAÇÃO NA "ENVELHESCÊNCIA"!

Acabo de ler o “Diário de uma loira na auto-escola”. Ri muito, não devido ao preconceito explicito contra as loiras, mas porque me identifiquei bastante com o texto. Minha aprovação na prova do Detran foi uma verdadeira odisséia. Eu tinha pânico de dirigir ( um trauma depois de um acidente na infância) mas agora passando dos “cinquenta” decidi que devia resolver isso em minha vida. Já tinha iniciado por duas vezes há alguns anos atrás tentar dirigir e desistia. Agora estava decidida. Em dezembro de 2008 dei entrada em meu processo ( que agora vale apenas por um ano). Tive tempo de fazer apenas duas vezes a prova prática no Detran. Reprovei nas duas (maldita baliza) e perdi meu processo.

Final de 2009, começo tudo de novo. Além de pagar outra vez (que “dói” financeiramente) a vergonha de estar lá no meio dos jovenzinhos novamente. Fazer exame de vista, psicotécnico, aulas teóricas e as aulas de direção (as malditas balizas) tudo em bis. Consegui neste ano reprovar mais quatro vezes. Agora, eu já havia passado por 4 instrutores diferentes, feito umas 50 aulas, talvez outras cinquentas balizas e faltava pouco para vencer o processo novamente. Mas, sou brasileira e desta vez não ia desistir. Chegou a minha hora. A semana passada fui aprovada. Estou esperando o documento chegar em minhas mãos para acreditar que venci essa batalha. Bom, daria tempo para fazer mais uma prova. Mas 7 (sete) deve ser o meu número da sorte.


NARRADORES DE JAVÉ.



Narradores de Javé, um filme brasileiro de 2003, do gênero drama, dirigido por Eliane Caffé, conta a história dos moradores do vilarejo do Vale de Javé e o temor destes: uma represa que precisa ser construída e com isso a cidade de Javé será alagada. E para impedir tal fato, a única chance que eles têm é a de provar que a cidade possui um valor histórico a ser preservado. Para isso, precisam colocar por escrito os fatos que só são contados de boca a boca, de pai para filho. Como a maioria dos moradores são analfabetos, para preparar um documento contando todos os grandes acontecimentos heroicos de sua história, então, recorrem ao ex-carteiro da cidade. Um homem banido por todos, que para evitar que o posto de correios do lugar seja fechado começa a escrever cartas para pessoas de outras cidades e conhecidos seus, contando mentiras e calúnias dos habitantes da cidade, para poder assim gerar movimento na agência, e evitar o fechamento da mesma (e assim, preservar o seu emprego). Assim, o malandro Antonio Biá é convocado pelo povoado do Vale de Javé a pôr na escrita as histórias, contadas há anos pelos moradores, sobre a fundação da cidade, os personagens grandiosos e cheios de virtude que habitavam suas lembranças. Neste caminho, Biá vai conhecendo a fundo as fantasias, as memórias e as lembranças do povo de Javé. Mas a escrita destas histórias, tão diferentes umas das outras, não estava fácil. Biá, por mais talentoso que fosse na "regras da escritura" teve muitas dificuldades para pôr no papel as histórias de grandeza daquele povo, as quais não obtiveram registro oficial.

Ao final do filme, o livro com a grande história de Javé não foi escrito. O progresso ostenta o espaço, a represa é construída, e por fim, a cidade é inundada e seus moradores desterrados. Narradores de Javé, embora tenha buscado o registro para que suas memórias não ficassem submersas, evidencia uma sociedade que se desvanece, em sua cultura, história e tradição em detrimento do progresso, do avanço tecnológico.

Fonte:
http://www.webartigos.com/articles/24603/1/RESENHA-CRITICA---FILME-NARRADORES-DE-JAVE/pagina1.html#ixzz18PMjsxII


terça-feira, 7 de dezembro de 2010

JACAREZINHO



Estive há alguns dias atrás em Jacarezinho, uma antiga cidade do Norte Velho, aliás dizem que agora é politicamente incorreto dizer Norte Velho, a nova nomenclatura é Norte Pioneiro. A cidade ficou conhecida no Brasil por ser a terra natal de Grazi Massafera (Miss Paraná, Miss Brasil – Beleza Internacional 2004, ex-BBB5 e atualmente atriz da Globo). É bem conhecida também por ser um grande polo de educação. A cidade conta com 5 centros de Ensino Superior.

Jacarezinho hoje com 110 anos teve o auge de seu desenvolvimento na época do “ouro verde”, o café, que alavancou a economia de muitas cidades paranaenses. Atualmente também como muitas outras cidades paranaenses, a economia está voltada para as usinas de álcool. Penso, ás vezes, que nosso estado vai se transformar num imenso canavial. Que pena!

Voltando a Jacarezinho, gostei da viagem, do curso que fui fazer (Educação Fiscal, organizado pela Receita Federal numa tentativa de diminuir pelo país afora os desvios de dinheiro público), gostei do povo de Jacarezinho: amável, solicito e atencioso. O que me entristeceu, como professora de história que sou foi ver a Catedral Diocesana, uma igreja linda, com uma arquitetura centenária tipica de séculos passados ter em seu interior lampadas, penso que colocadas recentemente, e que destoa totalmente do ambiente. Imagino que isso seja um constante em nosso país. Não valorizar nosso patrimônio histórico, talvez não por falta de conhecimento mas sim por falta de investimentos financeiros por parte de nossos governantes. Isso me lembrou o filme Narradores de Javé. Acabamos como os moradores daquela cidade, sem ter uma história para contar.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

HORÁRIO DE VERÃO.

AMANHECENDO EM PONTAL DO PARANÁ - JANEIRO/2008

Depois de quase uma semana, acho que me adaptei ao “fuso horário de verão”.
Assunto polêmico: uns adoram outros odeiam, o horário de verão foi regulamentado pelo presidente Lula através do Decreto 6558/2008 de 08/09/2008, para começar sempre a partir da zero hora do terceiro domingo de outubro e terminar no segundo domingo de fevereiro, salvo quando neste domingo é Carnaval. O horário então é prorrogado para a zero hora do terceiro domingo de fevereiro.
Sou daquelas que não tem muita simpatia por esse horário. Tenho que me levantar à mesma hora de sempre e demoro um pouco para conseguir dormir. E então lá vem cansaço durante o dia, irritação e insônia. O jeito é se adaptar, porque fazendo isso estarei colaborando para o país economizar 5% de energia em horários de pico. (Legal isso não?) Depois é esperar pacientemente por dezembro/janeiro quando as caminhadas às 20 horas tornam-se prazerosas. E dá até para curtir uma cervejinha ou um sorvete.

"Os deuses instilaram ansiedade no primeiro homem que descobriu como distinguir as horas".
"Titus Maccius Plautus (254-184 d.C.) Dramaturgo italiano

COMÉDIA MTV - HISTÓRIA DO BRASIL!

Muito bom esse vídeo. Faz um relato da história do Brasil de maneira bem humorada.